terça-feira, agosto 21, 2007

Fogo que arde e se vê


Lamentavelmente, os fogos que todos os anos dizimam hectares da nossa área florestal não são artificiais, não proporcionam magníficas imagens, nem estão à mercê do nosso controle. O excesso de calor costuma ser o álibi usual, contudo a agência Lusa reportou que quase seiscentos bombeiros e mais de cento e sessenta viaturas participavam no combate aos quatro incêndios de maiores dimensões que lavravam hoje ao final da tarde em Portugal, segundo o último balanço da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
Por mais medidas que possam ser implementadas, a verdade é que só deixarão de existir incêndios quando todos nós tomarmos as necessárias precauções nesse sentido. À semelhança da higiene pública ou da reciclagem, também a preservação do meio ambiente é um princípio que tem que ser assimilado e praticado pelos cidadãos, na certeza de que a floresta é, em última instância, um dos maiores atractivos do nosso país. E apesar de continuarmos a não retirar dividendos da nossa orla costeira nem das nossas magníficas paisagens, convém-nos pelo menos preservá-las, na esperança de que um dia haja governantes dignos desse nome que revertam a situação. Isto se os que agora autorizam nova devastação em áreas protegidas da costa algarvia, com os consequentes atentados arquitectónicos que tal medida comporta, deixarem alguma coisa de pé... Se somos cúmplices por permiti-lo, não o sejamos pela nossa negligência!

(foto Jez Coulson)

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