sexta-feira, novembro 06, 2009

Criatividade













Petar Pavlov é um designer oriundo da Macedónia que nos surpreende visualmente com imagens que interagem com palavras, ilustrando-as. A publicidade da Coca-Cola, um dos clientes para quem trabalha em concomitância com a Fanta e a Bacardi na McCann Erickson, constitui uma excepção, mas o facto de se distinguir do que usualmente é feito para promover o produto torna-a apelativa.
Acho curioso que o seu apelido seja Pavlov. É que salivei ao deparar-me com o Sweet, à semelhança do cão que o célebre Nobel da Medicina, Ivan Petrovich Pavlov, utilizou nas suas experiências. Entretanto, as descobertas deste último abriram caminho para o desenvolvimento da psicologia comportamental e mostraram ter ampla aplicação prática, nomeadamente no campo da publicidade. Em suma, há coincidências interessantes.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Naked Lunch (ou Festim Nu)


???


Will Fordyce

Philip Fusco


Marcelino


(tão novinho que ele era!)


Jonathan Rhys Meyers


Hugh Feist

Chad White


Atilio la Madrid



Rishi Idnani




Tyson Beckford

fotógrafo Jorg Riethausen

fotógrafo Pat Lee

Há já algum tempo atrás, quando postei a Femina, lamentei aqui a escassez de fotografias masculinas que encham o olho e questionei-me quanto ao motivo. Bom, é simples: a pesquisa dá mais trabalho e nunca me tinha debruçado por aí além sobre esta matéria, mas afinal eles andam por aí. Como não partilho minimamente a ideia de que o corpo feminino seja mais belo ou mais estético do que o corpo masculino e como a lua cheia me provoca divagações inusitadas, eis algumas imagens que lavam os olhos.
É certo que há mais procura de beleza ou de nudez por parte dos homens e que a objectualização das mulheres se tornou recorrente, em particular pela proliferação de publicações desta índole. Não sei se é apenas uma questão cultural ou se os homens são realmente mais fetichistas, mas constato que mesmo no universo gay masculino abundam imagens de nudez, o que pode sustentar esta tese. Porém, de uma coisa estou certa: as mulheres também apreciam belas imagens de homens, apesar da maioria não o admitir abertamente, talvez por preconceito cultural. Mas como eu tenho umas quantas costelas masculinas, aqui fica um pequeno tributo à beleza carnal para mulher apreciar. Além deles serem muuuuito bons, as fotos também têm qualidade, o que é sempre uma mais valia.
Não sendo apreciadora do exibicionismo nem do despudor desmesurado, não consigo, ainda assim, perceber os tabus relativos à nudez. Afinal nascemos todos em pêlo, andar nu é extremamente libertador e um corpo bonito é um festim para os sentidos.
São raras as imagens, mesmo as intituladas de nu artístico, que fogem ao cliché e à vulgaridade, mas encontram-se. Pat Lee, jovem de origem tailandesa radicado nos E.U., tem um grande manancial de fotos masculinas, assim como Scott Hoover, fotógrafo de Los Angeles, e a maioria delas até nem são nada más, apesar do excesso de músculos de muitas das criaturas e da exagerada paneleirice. Já Jorg Riethausen, um indivíduo alemão, tem fotos de muita qualidade, como a que aqui figura, mas a maioria são de mulheres. Já era altura de surgirem grandes fotógrafas que explorassem as imagens dos homens dum prisma feminino, para equilibrar a balança. Ora aí está uma daquelas profissões que levam uma pessoa a questionar-se "O quê? E ainda lhe pagam bem para isto?"


sexta-feira, outubro 30, 2009

Idiossincrasias



Vi estas imagens por aí num artigo sobre nomes infelizes para carros e, apesar de adorar automóveis, o meu cérebro divergiu logo para outras paragens. Pensei nas múltiplas mulheres que me têm atormentado há largo tempo a esta parte, uma das quais todos os que me conhecem ou que me lêem aqui facilmente imaginarão quem seja.
Ainda não fui porcinada desta feita, o que é um motivo bem válido para me sentir feliz, mas estou tão frustrada com a perspectiva de um fim-de-semana de trabalho árduo de correcção de testes (em pleno Halloween, que diabos!) e de preparação de aulas, que não resisti à vontade de descarregar a minha raiva de forma vernacular, ainda que contextualizada e subtil, como convém. Preferia, contudo, estar a partilhar algo mais criativo ou interessante ou inovador ou, pelo menos, minimamente inspirado, mas não há qualquer hipótese de fazê-lo por escassez temporal, portanto deixo só o desabafo que não consigo abafar.
Já agora, para quando um bólide The Vagina, La Vache, La Cabra ou afim? E ainda há quem duvide que o imaginário masculino está incontornavelmente povoado pelo universo feminino. Basta lembrar que até a garrafa da Coca-Cola foi inspirada nas curvas da Mae West.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Porca miséria!


Eu bem resisti o mais que me foi possível à incontornável histeria da gripe A, mas hoje, ao fim da tarde, comecei a fantasmar com a coisa. Como qualquer comum mortal que aspira, senão à imortalidade, pelo menos a mais umas décadas neste mundo, confesso-me, digamos, que inquieta.
Saí do trabalho ao fim do dia, por sinal animada, e passei no cafezito da senhora búlgara em busca de um daqueles rectângulos de cartão que me atacam o orçamento e fazem ameaças que não cumprem, como causar-me impotência. Esta comentou o calor inusitado para a época e eu até pensei que, mau grado a nacionalidade, a conversa do tempo é mesmo um tapa-furos universal. Entretanto dei-me conta que vestia manga curta às sete desta tarde de final de Outubro e que o meu corpo estava húmido e peganhento, por isso retorqui-lhe que um dia destes ainda viramos um país tropical, passamos o ano inteiro na praia e enriquecemos com o turismo. Dito isto, fui atacar heroicamente o trânsito, o que em mim consiste em virar para qualquer lado sempre que me aparece uma fila de carros à frente, e cheguei finalmente à toca, já a fazer grandes planos para o serão.
E eis senão quando, assim de mansinho, chegou-me um arrepio e outro e outro, et voilà, arrepiei-me de medo. Contrariamente à maioria, a minha tendência perante quaisquer sintomas de doença é entrar em negação, portanto fechei as janelas e vesti uma sweatshirt. Achei que o frio se fosse, mas às tantas estava era a passear um olhar guloso pela lareira. Percebi então que o melhor era parar para reflectir sobre a coisa. Hum, ora bem, corpo molezito e dorido, 37.3 de temperatura segundo um aparelhómetro que nunca apita mais do que 36.5 quando tudo está em ordem, e uma sensação algodoada de bom vinho tinto. Pior dos sintomas, fora-se a vontade de jantar, quando há uma hora atrás me imaginava num bom restaurante em boa companhia. Menos mal que o cérebro continuava a funcionar, recordando-me então que duas colegas minhas entraram hoje oficialmente de quarentena e que mais de duas dezenas de alunos já estão de molho. Ora bolas, isto não é animador.
Passo seguinte, Google, pela primeirinha vez, juro! E aqui é que a coisa descamba mesmo. Há milhares de entradas sobre a gripe A, vista de todos os prismas possíveis e imaginários e por todo o tipo de entidades e pessoas, há mesmo coisas francamente assustadoras mas, quanto a procedimentos e medicamentos, muito pouco. Eficácia assegurada então, zero por cento. Hora de optar pelo tradicional, não o "avinha-te, abifa-te e abafa-te", mas o sumo de laranja natural, a sopinha, o chá quente e o antigripe. A ver vamos.
Pois bem, não é a gripe que me assusta, já que quase todos os anos apanho uma valente apesar de ser saudável. Ou é porque saio à noite em corpinho bem feito, transpiro na pista e venho secar na rua, ou é porque estou rodeada por dezenas de alunos que me espirram e me tossem os bicharocos, ou é porque não resisto a um belo banho de mar em Fevereiro, enfim, nunca me safo. Pelo menos deixo de fumar durante uns dias, com os brônquios a atacar-me a consciência peitoral e a chamar-me nomes feios, e fico a ranhosar preguiçosamente na chaise-longue com filmes e livros. Se bem que no ano passado foi diferente e até dei aulas com 39 de febre, pois tenho uma invulgar resistência à mesma, só para provar à senhora Lurdes que sou das que verga mas não quebra. É estúpido, mas deu-me um gozo bestial e safei-me à pneumonia, rija que sou mesmo maleitosa. Claro que semeei o pânico à minha volta, senti o que é ser leproso ou algo similar e constatei que o amor à pele é superior ao sentido de humor na minha classe profissional.
Mas agora é diferente, não há como contornar. Os media conseguiram agigantar a coisa de tal maneira que assusta. São as comparações com a gripe espanhola de 1918, as incertezas quanto às vacinas, o exagero do contágio e da propagação do vírus, a ausência de cura eficaz, o amontoado de mortos nos quatro cantos do globo, as teorias da conspiração mirabolantes de gente que quer dominar o mundo adoecendo-nos a todos, enfim, é quase um filme dantesco. E são, acima de tudo pois eu cá sou pragmática, os testemunhos de quem espera horas no hospital e sai de de lá com receitinha de Benuron e ordens para estar sete dias em isolamento. Se tiver direito a bónus adicional, até traz à boleia mais uns quantos vírus que por lá saltitam.
Safa! Palavra de honra que já me sinto quase em forma outra vez. Vou mas é tomar um banho bem quente, ponho mais uma mantita na cama para suar a maleita, durmo as saudáveis oito horas da praxe que nem uma pedra, amanheço em cima da BTT a respirar o ar das árvores e de certeza que desta ainda consigo passar uma rasteira ao H1N1. Em último recurso, há sempre o escafandro. Os estilistas de vanguarda iam delirar, aposto.


(imagem de Alessandro Pautasso)

segunda-feira, outubro 19, 2009

Fotos de Sintra e de Lisboa


Palácio da Vila

Palácio da Pena


Quinta da Regaleira

estrada típica de Sintra

Vista parcial de Lisboa

Ponte sobre o Tejo

Cristo Rei

Vista parcial da Baixa

ruínas do Convento do Carmo


gare do Rossio

Terreiro do Paço /Arco do Triunfo de Lisboa


Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República


Praça do Império, Mosteiro dos Jerónimos

Torre de Belém

Docas, zona de diversão




Ponte Vasco da Gama



Parque das Nações


Oceanário



imagens do Parque das Nações

Isto é apenas uma ínfima parte daquilo que poderia ter sido mostrado pela senhora de que atrás se fala, a tal que só queria brincar um pouco. Pena não ter querido também partilhar este espólio com os seus compatriotas, pois tê-los-ia poupado ao triste espectáculo da sua triste figura e enriquecido a sua cultura geral. Claro que, se mostrasse as imagens dos locais que ridicularizava, o seu discurso teria sido ainda mais disparatado, visto que estas a desmentiriam.
Para quem não conheça Sintra ou Lisboa ou os Jerónimos, aqui fica um pouco da vilazinha, do mosteirito que mereceu a cuspidelita e mais umas coisitas que provam como realmente somos esquisitos. E tão pobrezinhos, que nem temos um técnico informático num hotel de cinco estrelas. Assim como também não temos veterinários para cães de estimação, imagine-se! Mas temos, sem dúvida, uma bela capital com excelentes hotéis.


(imagens retiradas aleatoriamente da Net)